e o papel continua cheio de linhas por escrever. o lápis inteiro esperando ser apontado e a borracha a soltar seus fiapos. o livro com suas páginas a serem viradas.
não sai, nada sai.
fica aqui dentro guardado, perdido esperando sei lá o que.
fotos a serem reveladas.
realidades alteradas pela dificuldade, personalidades escondidas pelo medo.
pintam-se os cabelos, unhas, olhos e a boca.
veste-se com a roupa mais bonita e menos confortável.
sapatos que machucam os pés e calos que marcam uma transformação.
a cor já não pinta mais o desenho que o lápis não riscou porque os pensamentos ainda estão cinzas.
e cinzas foram o que viraram os sonhos que não foram sonhados.
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terça-feira, 4 de dezembro de 2012
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Espero
Sempre espero, mesmo assim ainda me surpreendo.
Des-espero, mesmo assim ainda me surpreendo.
Sempre corre um sorriso no meu rosto ao passo que uma lágrima se esboça.
Eu conheço o que foi, mas os detalhes ainda caminham. Por isso, des-espero.
Mesmo assim espero.
Des-espero, mesmo assim ainda me surpreendo.
Sempre corre um sorriso no meu rosto ao passo que uma lágrima se esboça.
Eu conheço o que foi, mas os detalhes ainda caminham. Por isso, des-espero.
Mesmo assim espero.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Pendurado
Agora vejo o mundo emoldurado.
Vejo em detalhes as imagens fragmentadas, que nem sempre são coloridas.
Agora vejo a moldura exposta que protege o desenho.
Vejo o homem velho que chora de emoção no desenho do desejo.
Agora vejo o sentimento representado e sinto o peso da moldura.
Vejo o medo da responsabilidade das pessoas que conversam na representação.
Agora vejo a impaciência da falsa experiência.
Vejo conversas e ouço os falsos brilhos dessa composição.
Vejo em detalhes as imagens fragmentadas, que nem sempre são coloridas.
Agora vejo a moldura exposta que protege o desenho.
Vejo o homem velho que chora de emoção no desenho do desejo.
Agora vejo o sentimento representado e sinto o peso da moldura.
Vejo o medo da responsabilidade das pessoas que conversam na representação.
Agora vejo a impaciência da falsa experiência.
Vejo conversas e ouço os falsos brilhos dessa composição.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Paciência

Queria poder enxergar o crescimento.
As partes se esticando, como se quisessem alcançar o céu.
O organismo que corre escondido à procura de sustento.
Um movimento fixo. Mutante. Invisível.
Não foge da claridade, nem compra proteção.
O corpo mutante, paciente, envelhece na busca da luz.
As cores despencam e estilhaçam ao chão exalando perfumes que se sente o gosto.
Não esfrega, nem desinfeta a pele enrugada.
Cria meios para a podridão admirável.
Abriga aproveitadores sem moeda de troca.
Quando fora de casa, raptada e sozinha, não chora nem ri.
Parada, admiramos a sua morte.
Admiro a paciência de uma árvore.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Ganhos = Perdas
É tão curto o caminho para mendingar.
É tão curto o prazer para temer.
São linhas que traçamos pra seguir
Penso que não há hora certa, ao mesmo tempo que todas as horas estão certas.
É tão curto o prazer para temer.
São linhas que traçamos pra seguir
e outras que seguimos um traçar.
São histórias, somente histórias que ficam, palavras que dizemos, gestos que demonstramos.Penso que não há hora certa, ao mesmo tempo que todas as horas estão certas.
Não há planos, pois não há certeza de futuro.
E o que foi feito é passado.
Não há o que temer, não há erros, somente riscos.
Demonstre, deseje, faça, perca!
E o que foi feito é passado.
Não há o que temer, não há erros, somente riscos.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Roubo do que?
Enquanto tentava entender, re-criar os conceitos sobre a existência dos seres, suas atitudes e razões.
Pego-me a quase engatar a primeira marcha, seguida pela ré.
Vislumbrei esse pensamento em diversas vezes seqüenciais.
Senti algo embrulhando meu estômago e sufocando minha respiração.
Olhavam-me como se fosse uma presa e eu sentia-me como tal.
Mais uma vez, surpreendo-me com minhas reações, encaro o maior entre eles.
Neste momento, não sinto medo como pensei que sentiria, mas é um enorme sentimento de raiva que me esmaga por dentro confundindo-se com dó.
Por que entráramos em guerra?
Sairíamos todos machucados, certamente.
Passou.
Nada aconteceu. Nada aconteceu?
É a sucessiva seqüência de nadas que nos enfraquece e nos torna inertes.
Pego-me a quase engatar a primeira marcha, seguida pela ré.
Vislumbrei esse pensamento em diversas vezes seqüenciais.
Assassinato? Seria eu capaz?
Senti algo embrulhando meu estômago e sufocando minha respiração.
Olhavam-me como se fosse uma presa e eu sentia-me como tal.
Mais uma vez, surpreendo-me com minhas reações, encaro o maior entre eles.
Neste momento, não sinto medo como pensei que sentiria, mas é um enorme sentimento de raiva que me esmaga por dentro confundindo-se com dó.
Por que entráramos em guerra?
Sairíamos todos machucados, certamente.
Passou.
Nada aconteceu. Nada aconteceu?
É a sucessiva seqüência de nadas que nos enfraquece e nos torna inertes.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Caminhos
Caminhos cruzaram e os mesmos desviaram e nos distanciaram.
E agora aqui estamos novamente juntos. E isso por quê?
Nesse instante parte de mim junto a você quer estar.
Sorrir e sentir teu cheiro que não sei mais.
Não quero deixar esse momento passar e mais uma vez o tempo levar.
Não é dormindo que penso em você, mas acordada é que meu pensamento segue.
Não queria nisso pensar. Mas o não querer, o meu negar é o mesmo que estar.
E continuo aqui pensando, pedindo e negando o que queria não querer.
E agora aqui estamos novamente juntos. E isso por quê?
Nesse instante parte de mim junto a você quer estar.
Sorrir e sentir teu cheiro que não sei mais.
Não quero deixar esse momento passar e mais uma vez o tempo levar.
Não é dormindo que penso em você, mas acordada é que meu pensamento segue.
Não queria nisso pensar. Mas o não querer, o meu negar é o mesmo que estar.
E continuo aqui pensando, pedindo e negando o que queria não querer.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Vinte e oito
Inicia-se mais uma primavera, mais uma flor que nasce, mais uma vida que renasce, mais uma história que se foi e outra que começa a surgir.
E pensar que há vinte e oito anos nascia uma coisinha, que a esta hora certamente chorava, com frio e com saudade do calor da mãe.
Sim, sinto falta do calor, do abrigo de mãos macias, de beijos doces, de dedos que corriam sobre meus cabelos encaracolados, de lágrimas salgadas e de gritos amargos.
São vinte e oito anos de dias frios, dias quentes, dias chuvosos, ventanias...
São vinte e oito anos que causo preocupações, pensamentos, alegrias, choros, festas, palidez.
Não é sempre que se faz vinte e oito anos, vinte e sete, vinte e seis... Trinta.
E continuo a fazer coisas que já foram feitas, erros que já foram cometidos, acertos que duvidaram e crio dúvidas em erros acertados.
Continuo a questionar-me sobre coisas sem respostas, dos porque sim e porque não. Do, o que você faria se estivesse sozinha num deserto com uma lata sem abridor?
Continuo inventando respostas para as perguntas que não existem e continuo acreditando que as pessoas têm sentimento e que o mundo é colorido, que o sol nasce para todos e que Deus não dá asas a cobra.
Acredito que tudo que é bom dura pouco e que vaso ruim não quebra.
Há vinte e oito anos os números me perseguem e minha vida continua sem a lógica.
Já tive quatorze, são vinte e oito e não sei quantos mais serão, mas tudo que desejo é continuar na incerteza de saber que eu sei de tudo.
E pensar que há vinte e oito anos nascia uma coisinha, que a esta hora certamente chorava, com frio e com saudade do calor da mãe.
Sim, sinto falta do calor, do abrigo de mãos macias, de beijos doces, de dedos que corriam sobre meus cabelos encaracolados, de lágrimas salgadas e de gritos amargos.
São vinte e oito anos de dias frios, dias quentes, dias chuvosos, ventanias...
São vinte e oito anos que causo preocupações, pensamentos, alegrias, choros, festas, palidez.
Não é sempre que se faz vinte e oito anos, vinte e sete, vinte e seis... Trinta.
Não é sempre que se faz.
E continuo a fazer coisas que já foram feitas, erros que já foram cometidos, acertos que duvidaram e crio dúvidas em erros acertados.
Continuo a questionar-me sobre coisas sem respostas, dos porque sim e porque não. Do, o que você faria se estivesse sozinha num deserto com uma lata sem abridor?
Continuo inventando respostas para as perguntas que não existem e continuo acreditando que as pessoas têm sentimento e que o mundo é colorido, que o sol nasce para todos e que Deus não dá asas a cobra.
Por mais que não acredite em Deus.
Acredito que tudo que é bom dura pouco e que vaso ruim não quebra.
Apesar de já ter quebrado muitos ossos ao longo desses vinte e oito anos.
Há vinte e oito anos os números me perseguem e minha vida continua sem a lógica.
Já tive quatorze, são vinte e oito e não sei quantos mais serão, mas tudo que desejo é continuar na incerteza de saber que eu sei de tudo.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Maturidade

Eu gosto do silêncio que fica no fundo azul da piscina, de lamber a tampinha do iogurte. Do som da respiração na música do cantor, de comer os pózinhos no final do salgadinho.
De ficar sem sapato.
Não gosto de chinelos.
De dormir de barriga pra cima.
Eu falo dormindo.
De cantar no chuveiro, no carro, de dançar no dia da limpeza. Gosto de filmes que fazem chorar, de tombos que fazem rir, de me irritar com quem grita na minha orelha.
De perder a paciência. Às vezes.
De rir até chorar. Sempre.
De mostrar que não sei de nada, de falar que Eu sei de tudo.
Gosto de saia. De brilhos no cabelo, pintar as unhas de vermelho.
É uma respiração curta, mas parece ser o suficiente. É a parte mais cremosa do doce. É a única hora de silêncio total.Eu gosto da bordinha da pizza, de roer o osso da bisteca. De correr com os gatos e os cachorros, de espantar as pombas.
De ver as pessoas andando, pensar no que elas podem estar pensando. Gosto de ficar escutando. Pensando. Sentindo. Sonhando. Entender. Desentender.
É quando se cria o eco, é quando eu fico sozinha, é dos poucos momentos que sou eu mesma e mais ninguém.
Quando sinto porque sinto e somente sinto. Quando não preciso demonstrar minha maturidade.
Maturidade? Matu-ridade. Idade madura.
Maduro? Ma-duro.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Grão
Escuro... Um grão. Mexia. Era matéria e estava vivo.
Envelhece... Mas antes, cresce, enrubesce e amadurece.
Na escuridão, se mexia. Um grão.
Revirando e mexendo, orgânica matéria.
Uma vida que crescia e que poderia nascer.
Contorcia e se abria.
Violeta, cor-de-rosa, amarelo e azul.
O azul mais cor-de-rosa que já se viu.
Sentia.
O cheiro colorido que produzia. Sentia.
Saudade do tempo que não se foi. Dos sonhos que ficaram.
O grão que contorcia, agora crescia.
Pequeno e frágil grão. Linhas e sons.
Liberto se sentia, ainda que preso estivesse pelos pés que não eram.
A cabeça não pensava. Voava.
O grão que libertava das coisas que os pés prendiam, cheirava um cheiro que não sentia.
Um cheiro de saudade.
Os pés futuramente cortados, podados e consumidos.
Perderia a identidade e na saudade para sempre ficaria.
O grão correria se pudesse, se o sonho tivesse.
Sentia o amarelo chamando o cor-de-rosa de azul.
Cores, agora não possuía, porque só sonho ele tinha.
Via sem os olhos, as nuvens que sorriam e o chamavam de grão.
As nuvens que de certo nunca alcançaria, porque um grão para sempre seria.
A colheita chegaria e seus sonhos perdidos para sempre estariam.
Dependia. Como sempre dependeu.
Porque grão ele foi e grão ele era.
Envelhece... Mas antes, cresce, enrubesce e amadurece.
Na escuridão, se mexia. Um grão.
Revirando e mexendo, orgânica matéria.
Uma vida que crescia e que poderia nascer.
Contorcia e se abria.
Violeta, cor-de-rosa, amarelo e azul.
O azul mais cor-de-rosa que já se viu.
Sentia.
O cheiro colorido que produzia. Sentia.
Saudade do tempo que não se foi. Dos sonhos que ficaram.
O grão que contorcia, agora crescia.
Pequeno e frágil grão. Linhas e sons.
Liberto se sentia, ainda que preso estivesse pelos pés que não eram.
A cabeça não pensava. Voava.
O grão que libertava das coisas que os pés prendiam, cheirava um cheiro que não sentia.
Um cheiro de saudade.
Os pés futuramente cortados, podados e consumidos.
Perderia a identidade e na saudade para sempre ficaria.
O grão correria se pudesse, se o sonho tivesse.
Sentia o amarelo chamando o cor-de-rosa de azul.
Cores, agora não possuía, porque só sonho ele tinha.
Via sem os olhos, as nuvens que sorriam e o chamavam de grão.
As nuvens que de certo nunca alcançaria, porque um grão para sempre seria.
A colheita chegaria e seus sonhos perdidos para sempre estariam.
Dependia. Como sempre dependeu.
Porque grão ele foi e grão ele era.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Cor-de-rosa
Quando na realidade cheguei e nessa vida me deparei, criei pra mim um mundo particular. Por algum tempo ali estive, e nem se quer com meus pais queria me comunicar.
Teria essa menina altismo?
Não participava, não conversava, não sei o que pensava.
Tudo o que eu sei, foram histórias que me contaram.
Um patinho feio.
O tempo passou e aos poucos permiti que o mundo fizesse parte de mim. Abri uma fresta para que os outros pudessem participar observando.Lembro-me das fortes dores que sentia na infância. Dores na cabeça e depois dores nas pernas. É tudo que lembro.
Será um choque com a realidade?
Cresci, o mundo aceitei e ele me aceitou.
Será?
E por mais um longo tempo permiti observar e que me observassem, risadas eu dei. Mas sobretudo, lembro-me das vezes que chorei. Tive que aceitar a perda e vibrar com os ganhos.
Eu digo, não é fácil viver, mas aprendemos situações. Enxergar e tentar aceitar as ações. Lembro dos amigos da infância, dos amores da adolescência. Provas de matemática. Salgadinhos no intervalo. Escorregar de calcinha no quintal ensaboado.
A cachorra atropelada na frente de casa. O gato duro na lavanderia. Os pulos no pescoço do meu pai. O esconde-esconde dele com o gato. A chinelada na bunda no banheiro. A cabeçada no poste e depois na árvore.
Andar pela rua cantando alto com as amigas. O soco no filho da professora no anfiteatro. As brigas nos jogos escolares. A briga com o professor de português. O professor de física que comeu a semente da minha maça. A coxinha que fiquei só com a pontinha.
O dia em que ganhei o patinete. A Laira. As bolachas com manteiga em cima do prato de café da manhã. Os acenos de tchau na perua da escola.
O último tchau e o primeiro oi. A primeira lágrima de amor. A última lágrima de dor.
Hoje tento não mais pro meu mundinho voltar. É difícil. A realidade quer me pertubar. É difícil ensinar o que é amar. Pra quem não quer ser amado. É difícil aceitar que o mundo não é cor-de-rosa.
Mas pra que entender? Pra que aceitar? Pra que?
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Música de acampamento
Acabei de me lembrar uma música que a gente cantava no acampamento do colégio, acho bacana deixar gravado aqui:
"Eu tava sentado na beira da estrada comendo banana com pão.
Passou uma velha pediu um pedaço, mas nós não demos não.
Ai, ai, ai ai, nós não demos não!
Sabemos que dar banana pra velha é falta de educação!"
"Eu tava sentado na beira da estrada comendo banana com pão.
Passou uma velha pediu um pedaço, mas nós não demos não.
Ai, ai, ai ai, nós não demos não!
Sabemos que dar banana pra velha é falta de educação!"
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Assuma-te louco
Vivo e convivo na minha complexidade de ser, de existir.
Penso e repenso minha razão. Ou a ausência dela.
Volto ao passado, sobrevivo no presente e tento julgar o futuro.
Aprendi a traduzir sua loucura e descobri a minha ainda maior.
Como quase ninguém, aceita. Mas não muda.
Rende-se a imaturidade da necessária maturidade.
Sente-se triste na felicidade ingênua do sofrimento.
Vivo e convivo com o corpo adulto e o pensamento perdido.
Entende, mas nem por isso compreende.
Odor, tato.
O mais assumido louco ser. A depressão mais linda.
O que te faltas?
Olhe. Sinta.
Ausente a compreensão da admirável loucura de estar afastado.
Não volte.
Assuma-te louco. Somos românticos.
Penso e repenso minha razão. Ou a ausência dela.
Volto ao passado, sobrevivo no presente e tento julgar o futuro.
Aprendi a traduzir sua loucura e descobri a minha ainda maior.
Como quase ninguém, aceita. Mas não muda.
Rende-se a imaturidade da necessária maturidade.
Sente-se triste na felicidade ingênua do sofrimento.
Vivo e convivo com o corpo adulto e o pensamento perdido.
Entende, mas nem por isso compreende.
Odor, tato.
O mais assumido louco ser. A depressão mais linda.
O que te faltas?
Olhe. Sinta.
Ausente a compreensão da admirável loucura de estar afastado.
Não volte.
Assuma-te louco. Somos românticos.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Resfriado
A pele do meu rosto arde nesse inverno quente, meu organismo quase se rende a um possível resfriado, mas minha mente ainda luta para não se entregar.
O que é mais forte? Sou completa somente na união dos dois, será que minhas metades estão em conflito?
Acho que o conflito maior está acontecendo no meu pensamento, no meu sentimento. Essa eterna busca não saber o caminho a seguir.
Os olhos ficam secos pedindo para lacrimejar, meu coração pede o mesmo, mas a minha teimosa razão impede.
Raros foram os momentos que o pensamento era em mim, por mais que minha consciência acredite que penso em mim, nunca é a forma como ajo ou re-ajo.
Meu pensamento está cansado nessa quinta-feira de inverno (já estamos no inverno?), meu corpo também relutou em se esticar e levantar da cama, mas os despertadores gritaram e minhas narinas secaram e mais um dia iniciou ao som dos meus espirros.
O que é mais forte? Sou completa somente na união dos dois, será que minhas metades estão em conflito?
Acho que o conflito maior está acontecendo no meu pensamento, no meu sentimento. Essa eterna busca não saber o caminho a seguir.
Os olhos ficam secos pedindo para lacrimejar, meu coração pede o mesmo, mas a minha teimosa razão impede.
O que os outros vão pensar?
Os outros, sempre.
Os outros, sempre.
Raros foram os momentos que o pensamento era em mim, por mais que minha consciência acredite que penso em mim, nunca é a forma como ajo ou re-ajo.
Meu pensamento está cansado nessa quinta-feira de inverno (já estamos no inverno?), meu corpo também relutou em se esticar e levantar da cama, mas os despertadores gritaram e minhas narinas secaram e mais um dia iniciou ao som dos meus espirros.
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